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Ultrassom para medir a pressão

Cientistas holandeses estão testando um método que promete fornecer um retrato mais detalhado da pressão arterial e das condições dos vasos sanguíneos. O objetivo é contribuir para aprimorar o diagnóstico de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral - duas das mais incidentes enfermidades da atualidade.

Criada por pesquisadores da Eindhoven University of Technology, a técnica consiste no uso de um aparelho de ultrassom capaz de obter dados como a velocidade do fluxo sanguíneo dentro das artérias e o estado de integridade das paredes que as revestem. “Todas as informações recolhidas são processadas por um modelo matemático que criamos”, explicou à ISTOÉ o cientista Frans Van de Vosse, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do método, em conjunto com Nathalie Binjnens. “Os resultados informados servem para indicar se há a instalação prematura da aterosclerose”, disse, referindo-se à doença caracterizada pelo acúmulo de gordura dentro dos vasos.

Além disso, a técnica permite captar a pressão em lugares distintos do corpo, diferentemente do método habitual de colocação do medidor no braço. “Para obter uma medida rápida, esta alternativa é perfeita”, diz Van de Vosse. “Mas para conseguir uma impressão mais detalhada, principalmente de pontos localizados em outras regiões, não.”

Os testes feitos em laboratório demonstraram que a técnica, não invasiva, apresenta a mesma eficácia de métodos invasivos, que se baseiam na introdução de aparelhos para captar a pressão intravascular. Os pesquisadores preparam-se para iniciar os estudos clínicos.

 

Fonte: ISTOÉ Independente

http://www.istoe.com.br/reportagens/148013_ULTRASSOM+PARA+MEDIR+A+PRESSAO#

Excesso de raio x dental aumenta risco de tumor cerebral

Pesquisa correlaciona grande quantidade de exames de imagem dentários com risco de desenvolver tumor nas meninges.

BOSTON, Massachusetts — No mais amplo estudo do gênero, uma pesquisa realizada por especialistas do Brigham and Women’s Hospital (BWH), hospital universitário de Harvard; da Escola de Medicina de Yale, da Universidade de Duke, da Universidade da Califórnia e da Faculdade de Medicina Baylor encontraram uma correlação entre frequentes raios X dentários e o desenvolvimento de meningioma, um tumor nas meninges causado pela exposição a radição ionizante. A conclusão está na edição de hoje da revista especializada “Cancer”.

— As descobertas sugerem que raios X dentários feitos em grande quantidade quando a pessoa é jovem podem estar associados ao risco de desenvolvimento deste tipo comum de tumor cerebral — diz a neurocirurgiã Elizabeth Claus, do BWH e de Yale. — Esta pesquisa sugere que, embora este tipo de exame seja uma ferramenta importante na manutenção da saúde oral, esforços para moderar a exposição a ele pode ser benéfico para muitos pacientes.

Nos Estados Unidos, os meningiomas representam 33% dos tumores cerebrais primários. Mais comuns em mulheres, eles costumam ser benignos, mas, dependendo de seu tamanho, desenvolvimento e localização, trazem riscos como o de haver uma deterioração mental semelhante à demência. Elizabeth Claus e seus colegas analisaram dados de 1.433 pacientes com idades entre 20 e 79 anos que receberam diagnóstico de meningioma de maio de 2006 a abril de 2011, e compararam estas informações com as dos participantes de um grupo de controle composto por 1.350 pessoas que tinham características semelhantes às dos pacientes.

Eles descobriram que relatos de exposição a um exame de raio X dental específico, chamado de bitewing, ou asa de mordida, eram duas vezes mais comuns entre os pacientes com meningioma. Perceberam também que aqueles que relataram tê-lo repetido anualmente ou com mais frequência eram de 1,4 a 1,9 vezes mais suscetíveis a desenvolver o tumor, se comparados aos indivíduos do grupo de controle.

Os pesquisadores constataram também que o risco de ter um meningioma era ainda maior entre aqueles que foram submetidos a exames panorâmicos com o aparelho Panorex. Os pacientes que fizeram o exame com menos de 10 anos de idade eram 4,9 vezes mais propensos a desenvolver este tipo de tumor, se comparados aos controles. E as pessoas que passaram pelo exame anualmente ou mais frequentemente tinham quase três vezes mais risco de ter um meningioma do que as do grupo de controle.

— É importante notar que atualmente os exames de raios X usam uma dose menor de radiação do que no passado — observa Elizabeth.

De acordo com o estudo, a Associação Dental Americana enfatiza que os dentistas devem pesar os riscos e os benefícios antes de submeter seus pacientes a exames de raio X, e que eles não devem ser pedidos a pacientes saudáveis a intervalos predefinidos.

Fonte: O GLOBO

http://oglobo.globo.com/saude/excesso-de-raio-dental-aumenta-risco-de-tumor-cerebral-4608637

Alzheimer deve ser prioridade mundial, diz OMS

Declaração foi feita em conjunto com a Associação Internacional da Doença de Alzheimer, evoca nações a considerarem a demência como crise de saúde pública.

GENEBRA — Um relatório divulgado hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Internacional da Doença de Alzheimer (ADI) conclama governos e formuladores de políticas públicas a considerar esta demência uma prioridade mundial no âmbito da saúde pública.

Intitulado “Dementia: A Public Health Priority” (“Demência: Uma Prioridade da Saúde Pública”), o documento contém dados sobre os principais estudos neste área, as melhores práticas na luta contra a doença e estatísticas de diversos países, inclusive de baixa e média renda, que comprovam ser este um problema em todo o planeta. Ele foi elaborado a partir de relatórios encomendados a quatro grupos de trabalho, liderados por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da universidade King’s College, de Londres; e do Instituto de Ciências Neurológicas, da Índia.

— A OMS reconhece o tamanho e a complexidade do desafio da demência e exorta os países a vê-la demência como uma prioridade crítica da saúde pública — diz Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Toxicomania da OMS. — No momento, apenas oito dos 194 estados membros da OMS têm um plano nacional de combate à demência em execução, e alguns outros têm um plano em desenvolvimento. Nossa esperança é a de que outros países sigam o exemplo, usando esse relatório como um ponto de partida para o planejamento e a implementação.

Diretor-executivo da ADI, Marc Wortman enfatizou o impacto social e econômico da doença:

— Com o impacto devastador nos pacientes, em suas famílias, em suas comunidades e nos sistemas nacionais de saúde, a demência representa não apenas uma crise da saúde pública, mas também um pesadelo social e financeiro. Um novo caso surge no mundo a cada quatro segundos. Nossos atuais sistemas de saúde simplesmente não podem suportar a explosão da crise de demência, à medida em que estamos vivendo por mais tempo. Esse relatório mostra que há muito o que fazer para melhorar as vidas das pessoas com demência e de quem cuida delas."

Segundo a ADI, em 2010, 35,6 milhões de pessoas convivem com o Alzheimer em todo o mundo, e a estimativa é de que este número praticamente dobre a cada 20 anos, chegando a 65,7 milhões em 2030 e a 115,4 milhões em 2050. O relatório conjunto da OMS e da ADI veio depois que o especialista em saúde pública Peter Piot, ex-diretor da Unaids, programa da ONU contra a Aids, fez um apelo por ações urgentes contra o Alzheimer. Piot, que contribuiu para que a Aids se tornasse uma doença controlável, disse em uma palestra recente que o Alzheimer é como uma “bomba relógio”, dado o envelhecimento da população mundial.

— Se o mundo precisa de um alerta, é o dessa crise mundial. Não vejo qualquer outra alternativa a não ser a de dar à Doença de Alzheimer a atenção que foi dada ao HIV e à Aids — disse.

Fonte: O GLOBO

http://oglobo.globo.com/saude/alzheimer-deve-ser-prioridade-mundial-diz-oms-4615868

Pela primeira vez no Brasil, paciente recebe pulmões recondicionados

A técnica usada pelo Incor recupera o pulmão, devolvendo ao órgão já debilitado a capacidade de oxigenar o sangue.

O caminhoneiro Matheus de Moura começou a perder o fôlego aos 27 anos. De uma hora para outra, ficava com a face arroxeada ao menor esforço. Moura havia desenvolvido fibrose pulmonar, doença que endurece e atrofia os pulmões. Deixou o trabalho pesado e nos últimos meses já não conseguia andar nem tomar banho sozinho. Aos 31 anos, o mineiro de Itajubá tornou-se o primeiro brasileiro a receber pulmões recondicionados, em cirurgia feita na última sexta-feira.

Moura conseguiu sair da fila de transplantes depois de dois anos de espera graças a uma técnica utilizada pelo Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, que devolve ao pulmão a capacidade de oxigenar o sangue. Sem o procedimento, o órgão seria descartado por não estar dentro dos padrões para um transplante regular. A técnica, criada na Suécia e usada em países como Canadá e Estados Unidos, é a grande esperança para reduzir a fila de transplante de pulmão, órgão que mais rapidamente se degenera nos pacientes com morte cerebral.

"Temos muita dificuldade de obter pulmão. Grande parte dos pacientes com morte cerebral doa rim e fígado, mas o pulmão se deteriora. Em quase 95% dos casos não conseguimos utilizá-lo", afirma Fábio Jatene, coordenador do Programa de Transplante de Pulmão do Incor, instituto ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Desde maio, o Incor tem autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para aplicar a técnica.

Transplante - O pulmão não pode ser usado quando o doador sofreu um trauma, como a perfuração do órgão pela costela; em casos de infecções, como pneumonia; ou quando existe excesso de líquidos. Por exemplo: quando o paciente recebe muito soro, a fim de estabilizar a pressão e manter os rins em funcionamento, e esse líquido acaba infiltrando os pulmões.

O órgão a ser transplantado é retirado em bloco (os dois pulmões e parte da traqueia) e ligado a uma cânula, por onde é injetada uma solução protegida por patente. A solução, mais densa do que o líquido que congestiona os pulmões, circula pelos vasos e "atrai" esse líquido pelo processo químico da osmose. "Dessa forma, ela enxuga o pulmão", explica Jatene. Ao fim do processo, que pode levar de duas a seis horas, o pulmão recupera a capacidade de oxigenar o sangue. No caso de Moura, o órgão ficou cinco horas na máquina.

Fonte: Veja Online

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pela-primeira-vez-no-brasil-paciente-recebe-pulmoes-recondicionados

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