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Correr pode fazer bem para o joelho, indica estudo

Muitas pessoas costumam fugir da corrida por achar que ela é perigosa para o joelho, porém um novo estudo indicou que isso não passa de um mito. Um grupo de pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que a atividade pode reduzir as chances de inflamação na articulação e de artrose.


O estudo investigou 15 corredores com menos de 30 anos e sem histórico de problemas no joelho ou artrite para examinar seus joelhos após corridas recreativas (aquelas que não têm como objetivo grandes distâncias ou velocidade). Os pesquisadores examinaram substâncias associadas ao processo de inflamação presentes no líquido sinovial - responsável por lubrificar a articulação.


Os resultados, publicados no jornal científico europeu de Fisiologia Aplicada, mostram que apenas meia hora de corrida já ajuda a mudar o interior do joelho, reduzindo as chances de inflamação e de artrite. "Em indivíduos jovens e saudáveis, a corrida recreativa pode gerar a longo prazo um ambiente anti-inflamatório benéfico para a saúde do joelho", afirma o pesquisador Robert Hyldahl.


Além disso, outro estudo semelhante realizado pelo Colégio de Medicina Baylor, nos Estados Unidos, descobriu que os efeitos da corrida na saúde do joelho se refletem também no futuro, reduzindo as chances ou retardando o aparecimento da artrose, doença degenerativa dolorosa que afeta milhões de pessoas no mundo.

 

FONTE: http://www.minhavida.com.br/saude/noticias/30487-correr-pode-fazer-bem-para-o-joelho-indica-estudo

Engenheiros desenvolvem prótese de retina que gera imagem em alta resolução

Dezenas de milhões de pessoas no mundo sofrem com degeneração da retina. Causada por uma variedade de doenças e fatores, sendo um deles a própria idade, a complicação consiste em danos às células fotorreceptoras localizadas no fundo do olho, responsáveis por detectar a luz ambiente e enviar estímulos visuais ao cérebro. A complicação causa vários níveis de deficiência visual e pode levar à cegueira.
Em busca de soluções para o problema, engenheiros da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) desenvolveram um próprio que poderá restaurar a visão de pessoas afetadas por doenças que danificam a retina, como retinite pigmentosa e diabetes. O estudo foi publicação na edição recente da revista Journal of Neural Engineering e chama a atenção pelo uso de tecnologias que melhoraram a performance da prótese, quando comparada à das hoje disponíveis. Um dos diferenciais é que ela é capaz de gerar imagens em alta resolução.
Apesar dos avanços observados nas duas últimas décadas no desenvolvimento de prótese retinais, os dispositivos comercializados têm ação limitada. A acuidade é bem abaixo do nível de visão 20/200, considerado o limite legal para a cegueira. Além disso, eles dependem de partes externas aos olhos, como óculos munidos de câmeras, para captar as imagens. "Queremos criar uma classe de dispositivos com habilidades drasticamente melhores para ajudar pessoas com a visão prejudicada", diz Gabriel A. Silva, um dos autores do artigo e professor de bioengenharia e oftalmologia da Universidade da Califórnia.
Duas tecnologias formam a base da nova prótese: estruturas formadas por nanofios de silicone capazes de, ao mesmo tempo, detectar a luz e estimular os neurônios existentes na retina, e um dispositivo que transmite energia e dados para dispositivo sem fio com velocidade e eficiência energética recordes. A prótese forma imagens com uma resolução mais alta porque os nanofios têm uma configuração mais próxima aos fotorreceptores da retina humana. "Para restaurar a visão funcional, é crítico que a interface alcance a resolução e a sensibilidade da retina humana", afirma Gert Cauwenberghs, também autor do artigo e professor de bioengenharia na instituição norte-americana.

 

Células estimuladas
Uma das principais diferenças entre o protótipo e as próteses de retina atuais é que ele não requer um sensor de luz externo ao olho para capturar uma cena. Em vez disso, os nanofios de silicone imitam os cones e bastonetes da retina - células sensíveis à luz - para estimular diretamente os neurônios. Essa conversão imediata da luz em sinais elétricos, feita no próprio olho, permite que a prótese tenha uma arquitetura muito mais simples.
Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores liderados por Gert fornece energia sem fio para o protótipo de fora do corpo do implante. O dispositivo é altamente eficiente, pois minimiza a perda de energia tanto no processo de transmissão quanto na estimulação da retina. Até 90% da energia transmitida é aproveitada.
A fim de testar o protótipo, os pesquisadores o inseriram embaixo da retina de ratos com degeneração, e a membrana foi conectada a microeletrodos capazes de detectar aumentos na atividade neural. Quando expostos a uma combinação de luz e estímulo elétrico, os neurônios encontrados na retina reagiram e se mantiveram neutros na ausência dos dois fatores, comprovando a ativação por luz e energia do dispositivo. A intenção da equipe é, no futuro, adaptar a tecnologia para o uso em humanos. No momento, eles realizam mais experimentos com animais, que serão seguidos por testes clínicos.

 

FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/03/15/interna_ciencia_saude,580766/protese-de-retina-gera-imagem-em-alta-resolucao.shtml

Sua memória pode ficar tão boa quanto a de um campeão de memorização, garantem cientistas

É possível melhorar a memória de uma pessoa e torná-la tão boa quanto a de um campeão mundial de memorização. Pelo menos é o que garantem cientistas holandeses, que garantem ainda existir um método simples para isso.
Exames indicaram que os cérebros de pessoas com memória prodigiosa não têm nada de especial em termos de anatomia, mas apresentam variações nas suas conexões.
Diante disso, os neurocientistas holandeses treinaram pessoas para que se tornassem tão boas quanto os campeões mundiais de memorização.
Elas conseguiram se lembrar de longas listas de nomes rapidamente e apresentaram padrões de conexões cerebrais similares aos dos "profissionais".
"Ter uma boa memória é algo que se pode aprender e para o que se pode treinar", disse Martin Dresler, do Centro Médico da Universidade de Radboud, na Holanda.
Dresler comandou uma investigação que escaneou cérebros de 23 vencedores do World Memory Championships (o Campeonato Mundial de Memória, realizado anualmente desde 1991), uma competição de esporte mental em que os concorrentes memorizam o máximo de informação possível em um determinado período de tempo.
Os resultados foram publicados na conceituada revista científica Neuron, especializada em neurociência.

 

A estratégia mnemônica
Se forem usadas técnicas de treinamento mnemônicas, "realmente será possível melhorar consideravelmente a sua memória, inclusive se ela for muito ruim", afirma Dresler.
As técnicas mnemônicas baseiam-se em formas simples de memorização e partem do princípio de que a mente humana tem mais facilidade de lembrar dados quando eles são associados a informação pessoal ou espacial do que se organizados de forma aleatória ou sem significado aparente para o indivíduo.
Mas essas sequências têm que fazer algum sentido - ou serão igualmente difíceis de memorizar.
Entre as técnicas usadas está a do Palácio da Memória - também conhecida como método de loci (lugar, em latim) - que era usada pelos grandes oradores da Antiguidade para fazer seus discursos de cabeça, sem nenhum tipo de apoio.
O método do Palácio da Memória consiste em criar um lugar imaginário, que pode ser inspirado num lugar familiar (como a própria casa da pessoa) ou totalmente fictício.
Valem lugares abertos ou fechados. O importante é conhecer bem o local e ter um número de detalhes compatível com o de itens que se tem para decorar. Casa local é usado como indicador visual para armazenar informação.

 

O estudo
Ao estudar os cérebros dos campeões de memorização, os neurocientistas fizeram ressonância magnéticas e mediram a atividade cerebral e as mudanças no fluxo sanguíneo.
Eles fizeram o mesmo com um grupo de voluntários da mesma idade e com coeficiente de inteligência similar ao dos campeões.
Os pesquisadores compararam então as imagens dos cérebros dos prodígios da memorização com as dos outros participantes do estudo.
Eles encontraram diferenças sutis nos padrões de conectividade várias regiões do cérebro. No entanto, nenhuma região específica destacou-se.
"Aprendemos que as diferenças neurobiológicas entre os campeões mundiais de memorização e as outras pessoas pareciam ser bem distribuídas e sutis", explicou Dresler.
Os cientistas treinaram outros participantes do estudo, que tinham uma capacidade de memorização mediana, para verificar se conseguiam melhorar suas habilidades.
Alguns aprenderam as técnicas usadas pelos campeões, outros foram ensinados com métodos que não eram mnemônicos e um terceiro grupo não recebeu nenhum treinamento.
Depois de seis semanas com 30 minutos de treinamento diário, todos os participantes passaram por novas ressonâncias cerebrais.
O resultado foi que os pesquisadores viram um aumento notável na capacidade de memorização das pessoas que usaram as técnicas dos campeões de memória.
"Elas realmente desenvolveram padrões cerebrais que nos lembraram aqueles vistos nos competidores", disse Dresler.
"Esse padrão específico na conectividade do cérebro parece ser a base neurobiológica de um desenvolvimento melhorado e superior da memória".

 

Técnica Antiga
O neurocientista alemão Boris Nikolai Konrad, que detém dois títulos mundiais no Livro Guinness dos Recordes, teve o próprio cérebro escaneado para a pesquisa e treinou os principiantes.
Konrad memoriza 201 nomes e rostos em apenas 15 minutos, assim como 21 nomes e datas de nascimento em dois minutos.
Apesar disso, ele diz que nasceu com uma habilidade excepcional.
"Quase fui reprovado na escola porque não conseguia lembrar o vocabulário nas aulas de inglês", disse à BBC.
"Levei um tempo para descobrir o que me ajuda na hora de memorizar e particularmente conhecer estas técnicas de memorização", acrescentou.
"A ideia de melhorar a memória realmente me encanta. Ainda não entendo porque não ensinamos isso mais às crianças, aos adultos. Acho realmente útil."
O professor Michael Anderson, do departamento de Neurociência da Universidade de Cambridge, que não participa da pesquisa, lembrou à BBC que os métodos para melhorar a memória são conhecidos desde os tempos dos antigos gregos.
"Dresler e Konrad não apenas ilustraram elegantemente como esta técnica de memorização pode ser ensinada e treinada, mas também deram um passo importante para identificar mudanças que ocorrem no cérebro quando ela é adotada", destacou.

 

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/sua-memoria-pode-ficar-tao-boa-quanto-a-de-um-campeao-de-memorizacao-garantem-cientistas.ghtml

Março Roxo - Epilepsia sem Preconceito

Apesar de pouco se falar sobre o assunto, entre cada cem pessoas, uma a duas tem epilepsia, segundo a Associação Brasileira de Epilepsia (Abe). A doença, que geralmente é diagnosticada na infância e na adolescência, pode surgir por vários motivos: uma lesão congênita (presente já no nascimento ou causada por diversos fatores, como abuso de álcool ou drogas ou uma forte batida na cabeça), um problema que ocorreu antes do parto, malformações do cérebro ou por causa desconhecida.
A epilepsia é um distúrbio da atividade elétrica do cérebro. O sintoma mais conhecido da doença é a crise convulsiva. Mas também podem ocorrer as chamadas ausências, em que a pessoa fica com o olhar fixo e perde contato com o meio por alguns segundos. Já nas quedas, o corpo fica totalmente amolecido, e nas crises de alerta, o indivíduo faz movimentos automaticamente, sem controle dos atos.
Falar sobre a epilepsia ainda é um tabu e é isso que o casal Priscila Krieger e Emil Chartouni, de Blumenau (SC), querem combater. Eles são pais de uma menina de cinco anos, portadora da doença, e criaram o movimento Março Roxo, que busca combater o preconceito e informar a sociedade sobre a doença. "Fomos apresentados à epilepsia quando a nossa filha, então com nove meses, foi diagnosticada com a doença. Foi um choque! Apesar de ser bem difícil, procuramos uma neuropediatra especialista na área e fomos descobrindo como conviver com o problema e buscamos combater o preconceito", diz Priscila.
Com o apoio de diversas empresas e entidades de Blumenau, o Março Roxo conseguiu ter sua primeira edição, tendo também apoio em massa tanto da iniciativa pública quanto da privada, com uso de camisetas, laços e luzes, bem como material com informações do movimento.
A ideia surgiu quando um laboratório retirou do mercado sem qualquer aviso um medicamento que utilizado no controle da epilepsia, gerando revolta tanto em pais quanto nos médicos. A escolha da cor veio do Purple Day (esforço internacional dedicado a aumentar a consciência sobre a epilepsia em todo o mundo), sendo também instituído no dia 26 de Março pela Câmara de Vereadores de Blumenau, Santa Catarina. Vereadores de Blumenau em 26 de março do ano passado e neste ano aconteceu à primeira edição.
As atividades do movimento vão desde palestras com médicos a ações nos principais pontos da cidade, contanto também com diversos profissionais para desmistificar a doença e mostrar que ela não contagiosa. A ideia é acabar com o preconceito, já que raramente um epilético assume a condição justamente por causa do preconceito que sofre.
Caso você esteja próximo a uma pessoa em meio de uma crise epilética, algumas dicas são importantes para o seu amparar. Priscila nos dá algumas dicas de como deve ser feito o socorro: "Primeiramente é preciso ter calma para auxiliar a pessoa que esteja sofrendo uma convulsão. Deixe a pessoa acomodada no chão, para evitar queda. Coloque um travesseiro ou um casaco para que ela fique mais confortável e não se machuque. Afrouxe a roupa apertada, relógios, ou sapato. Deixe a pessoa de lado, para que ela respire mais facilmente. Não coloque nada na boca do epilético, pois pode estimular o vômito, o que só piora a situação. Se a pessoa estiver de lado, não haverá aspiração. Conte o tempo de crise. Se ela passar de três minutos, entre em contato com médicos, SAMU ou Corpo de Bombeiros e peça ajuda. Quando a crise passa, é normal que a pessoa fique um pouco desorientada, por isso não a deixe sozinha”.
Para ter mais sobre o Março Roxo? Confira a Fan Page do movimento clicando aqui! Apoie a causa!
 
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