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Cientistas desenvolvem exame de sangue capaz de detectar câncer com precisão

Pesquisadores do Centro Kimmel para o Câncer, da Universidade Johns Hopkins (EUA), estão desenvolvendo um exame de sangue para detectar o câncer com precisão. A partir de fragmentos de DNA, o teste identificou a presença de tumores em mais da metade dos 138 participantes da pesquisa.
Nesses indivíduos, o exame conseguiu identificar tumores de câncer colorretal, de mama, de pulmão e de ovário. A pesquisa, realizada em sangue e amostras de tecido tumoral, recrutou 200 pessoas nos EUA, Dinamarca e Holanda.
O estudo foi publicado nesta quarta-feira (16) na "Science Translational Medicine". A estratégia, ainda em estudo, não é nova na medicina e mais pesquisas estão buscando o teste. No começo do mês, pesquisa publicada na "Nature Communications" conseguiu prever a metástase do câncer de mama.
Para desenvolver o teste, cientistas se baseiam em alterações de DNA encontradas em amostras de tumores biopsiados de pacientes. Depois, os tumores funcionam como "guias" para os erros genéticos que eles devem procurar no sangue.
A tarefa é complexa, segundo pesquisadores, pela necessidade de diferenciar entre as verdadeiras mutações derivadas de câncer e as alterações genéticas normais que ocorrem nas células do sangue.

 

FONTE: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/cientistas-desenvolvem-exame-de-sangue-capaz-de-detectar-cancer-com-precisao.ghtml

Açúcar do leite materno protege bebês contra infecções, dizen cientistas

Açúcar do leite materno protege bebês contra infecções, dizem cientistas.

Há muito tempo, a ciência já sabe sobre o papel benéfico do leite materno na imunidade do bebê. Na amamentação, por exemplo, sabe-se que há transferência de anticorpos e de importantes proteínas de ação antibacteriana.

Mas agora cientistas da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, perceberam que também os açúcares presentes no leite humano aumentam a proteção passada de mãe para filho.

Segundo pesquisadores, trata-se do primeiro mapeamento sobre a atividade antibacteriana de carboidratos presentes no leite humano. O estudo é particularmente importante porque esses açúcares, ao contrário da maioria dos antibióticos, não são tóxicos.

Os resultados da pesquisa foram apresentados no domingo (20) em reunião anual da 'American Chemical Society'. O estudo foi coordenado por Steven Toensend, professor-assistente da Universidade de Vanderbilt.

Cientistas estavam procurando diferentes métodos para combater bactérias causadoras de doenças. Toda a ciência, na verdade, está em busca de novas estratégias porque há um problema crescente de saúde pública com o fenômeno da resistência bacteriana a medicamentos.

Pesquisadores, então, decidiram se concentrar sobre os açúcares – que até agora, por serem muito mais difíceis de estudar, foram alvos de poucos estudos.

 

Como foi o estudo

Primeiro, cientistas coletaram carboidratos de leite humano, também chamados de oligossacarídeos, de várias amostras de doadoras diferentes.

Depois, com uma técnica de espectrometria de massa - que ajuda a identificar moléculas por meio da análise de sua estrutura química - foram identificadas milhares de biomoléculas.

Em seguida, eles adicionaram essas moléculas em cultura de bactérias e observaram o resultado com um microscópio. Eles descobriram que os açúcares de uma amostra quase mataram uma colônia de estreptococo – bactéria comum que costuma ser a causa de diversas infecções em recém-nascidos. Nas demais amostras, houve pelo menos alguma efetividade.

Agora, com demais estudos, a ideia é identificar o que faz com que alguns açúcares sejam mais efetivos que outros e, com isso, desenvolver medicamentos a partir desse benefício do leite materno humano.

 

FONTE: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/acucar-do-leite-materno-protege-bebes-contra-infeccoes-dizem-cientistas.ghtml

Sal rosa do Himalaia realmente faz bem para a saúde?

O sal rosa do Himalaia ganhou uma popularidade colossal. Ele tomou conta da cozinha de quem busca uma alimentação mais saudável, está em luminárias que prometem melhorar o sono e até em salas de spa que aliviam o estresse. Mas será que esse mineral faz realimente bem para a saúde?
Feito de cristais de rocha de sal extraídos de áreas próximas ao Himalaia - muitas vezes no Paquistão - esse sal possui uma cor rosada devido ao magnésio, ao potássio e ao cálcio, minerais encontrados em sua composição.
Na forma de luminária, o sal rosa do Himalaia, segunda as empresas responsáveis pelo objeto, ameniza transtornos de humor, aumenta a energia, melhora o sono e limpa o ar de poluentes. Supostamente, faz isso absorvendo moléculas de água do ar e liberando íons negativos, que eliminam partículas, como a poeira, que podem causar problemas respiratórios.
A ideia remete ao ar próximo da água em movimento, que também contém altos níveis de íons negativos e que serviu para que alguns pesquisadores sugerissem que gastar tempo na natureza traz benefícios à saúde. Um produto artificial pode produzir o mesmo efeito? É duvidoso.
Até agora, nenhum estudo comprovou a capacidade de geração de íons negativos das luminárias de sal rosa. "Não há suporte científico para tais alegações relacionadas a lâmpadas de sal do Himalaia", diz o Andy Weil, diretor no Centro de Medicina Integrativa da Universidade do Arizona, em entrevista à revista norte-americana Time.
Spas também estão se beneficiando da fama do sal rosa para oferecer terapias à base do mineral. Os clientes se sentam nos quartos e respiram profundamente, enquanto pequenas partículas de sal são dispersas, aliviando condições respiratórias e estresse. No entanto, essas terapias ainda não são apoiadas por evidências sólidas.
"A terapia de sal tem sido usada e debatida durante séculos na prática médica, mas tem sido usada e debatida durante séculos na prática de medicina alternativa ou complementar", diz Lily Pien, alergista da Cleveland Clinic. Segundo ela, um possível benefício da terapia pode não provir do sal, mas de dar-se 30 a 45 minutos de tempo de silêncio - um ótimo método de aliviar o estresse.
Quanto ao sal comestível, o mais famoso uso do produto, alguns argumentam ele é melhor que a variedade branca regular quando usada na culinária. Os defensores afirmam que o sal rosa tem mais minerais do que o sal típico, mas não é provável que você obtenha benefícios extras de saúde ao comê-lo, diz Weil. O sal rosa do Himalaia, apesar de conter uma maior concentração de oligoelementos, é nutricionalmente muito semelhante ao sal regular.
Conclusão: se você quiser adicionar uma pitada de sal rosa ao seu alimento, vá em frente, mas provavelmente não colherá quaisquer benefícios especiais para a saúde. E há ainda menos evidências sobre aproveitar o brilho de uma lâmpada de sal rosa do Himalaia ou apostar em um tratamento de spa à base de sal.

 

FONTE: http://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2017/07/entenda-se-o-sal-rosa-do-himalaia-realmente-faz-bem-para-saude.html

Computador vai recomendar melhor tratamento para pacientes com câncer

Apartir desta semana, os médicos do Hospital do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre, contarão com mais um "especialista" para auxiliá-los na definição do melhor tratamento para cada paciente. O novo integrante da equipe não é oncologista nem sequer formado em Medicina. Trata-se de um supercomputador que recomenda ao médico, em segundos, as melhores opções terapêuticas para cada caso, com base na análise de um banco de dados com milhões de evidências científicas.
O hospital gaúcho será o primeiro da América do Sul a utilizar a tecnologia Watson, da IBM, na área de oncologia. Por meio do sistema, o médico insere os dados clínicos do paciente, como sexo, idade, tipo de tumor, estágio da doença e resultados de exames, e recebe a lista com os tratamentos mais recomendados para cada caso.
"A plataforma vai trazer tanto evidências científicas já certificadas por uma curadoria de especialistas internacionais quanto evidências de estudos publicados há poucos dias, que o médico pode nem ter tido acesso ainda. O principal objetivo do Watson não é substituir qualquer profissional, mas, sim, empoderar o oncologista para tomar a melhor decisão com base em todas as evidências científicas existentes", explica Eduardo Cipriani, da IBM Watson Health no Brasil.
 
Ele afirma que o sistema se faz necessário diante do grande volume de dados médicos que surgem a cada dia. "Até 2020, toda informação de Medicina dobrará a cada 73 dias e a capacidade de se manter atualizado está se tornando desumana."Para dar sua "opinião" ao médico, o Watson consulta, em segundos, 15 milhões de conteúdos científicos, incluindo 200 textos médicos e 300 artigos. O produto já é utilizado em Estados Unidos, Europa e países asiáticos como India e China.
 
Para o médico Carlos Barrios, diretor do Hospital Mãe de Deus, a plataforma vai ajudar a definir um tratamento personalizado para cada doente. "A diversidade de novos tratamentos e medicamentos é imensa. Dois pacientes podem ter o mesmo tipo de câncer, mas isso não quer dizer que o tratamento será igual. A opção escolhida pode impactar imensamente no resultado", diz. A tecnologia Watson já pode ser usada para sete tipos de câncer e deverá englobar até 18 tipos até o final do ano, segundo a IBM.
 
"Ferramenta extra"
Médica do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Renata D\' Alpino diz que o programa é uma ferramenta extra dada aos médicos que já seguem a tendência dos tratamentos individualizados. "Os oncologistas já tentam hoje considerar as características individuais de cada paciente e da doença pra definir a melhor opção. A plataforma vai ajudar os médicos principalmente nos casos mais conflitantes, quando não há consenso."
 

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